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sábado, 19 de novembro de 2011


(...) A lembrança dói. 

Meu cérebro tenta descobrir onde fica 
exatamente a dor, mas logo desiste, porque tudo dói. Estou 
cansada de viver como se já fosse uma pessoa adulta e 
madura. Gostaria de voltar a ser criança – uma garotinha de seis anos que caiu da bicicleta. Gostaria de fazer cara de choro e correr aos berros para a cozinha, onde minha mãe me ergueria do chão, me daria um forte abraço e beijaria meu joelho esfolado. Eu pararia de chorar e tomaria leite com chocolate para a dor passar. Essa é uma das coisas que as pessoas não nos ensinam quando falam de crescer: como lidar com as dores que não passam com um beijo.

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