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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Assim sou eu...
Assim aprendi a me amar... Aqui neste corpo
Onde a idade avança inexorável,
Habita uma eterna menina...
Menina moleca... Sapeca...
Menina com olhos de sonho...
Que ainda crê nas ilusões...
Menina carente à procura de si...
Prefiro eu menina...
Melhor do que eu adulta...
Não ligo para o que os outros dizem...
Sou menina sim, e daí???
Gosta de colo, de carinhos e afagos...
Choro quando a emoção me invade...
Brigo quando a raiva aparece...
Mas, menina que sou, esqueço depressa...
Amanhã não lembro do tapa que dei;
Daqui a pouco esqueço do que levei...
Menina... Menina...
Frase sempre ouvida... E nunca aceita...
Menina rebelde que não ouve conselhos;
Menina incontrolável que não admite rédeas;
Menina indomada que não aceita regras prontas...
Menina onde as lágrimas chegam velozes;
E partem rápido, vencidas pelo riso...
Menina sonhadora que quer amor total...
Menina que crê neste mesmo amor...
Mas hoje quero confessar,
Que adoro e não posso mais negar,
A eterna menina que habita em mim...
Sim, ainda creio nos meus sonhos...
Ainda persigo fantasias...
Sim... Menina... Mas agora despida dos medos...
Agora aninhada em nuvens macias...
Porque agora eu percebo,
Porque agora entendo e amo,
A menina que nasceu em mim...
Nunca vou deixar de ser assim...
Menina... sempre uma menina...

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